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Economia Compartilhada no Mundo 4.0

LoFrano / Administração, Blog, Economia, Tecnologia / 0 Comments

Novos modelos de negócios têm se tornado cada vez mais comuns, pois eles acabam gerando em um país, região ou local impactos positivos e com isso emergiu a economia compartilhada no mundo 4.0.

A economia compartilhada possibilita que indivíduos mantenham um padrão de vida sem que seja necessário adquirir mais. Neste ecossistema socioeconômico a base é a partilha de recursos, sejam eles, humanos, intelectuais ou físicos. De acordo com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) de Santa Catarina isso envolve algumas etapas: criação, produção, distribuição, comércio e o consumo compartilhado de bens e serviços por diferentes pessoas e organizações com o propósito de transformação social.

É como se tudo se baseasse na reputação e também na rede de recomendações que está disponível na internet (e fora dela). Uma relação que envolve “gentileza” entre desconhecidos, e é claro, negócios.

Além do lucro, há outro grande atrativo: a viabilização do acesso de acordo com a sua necessidade, a manifestação de uma vida on demand, como já enxergamos na vida digital.

Economia Compartilhada

Foco no consumo

Essa experiência torna possível por exemplo, passar férias em um barco (sem ter que arcar com as despesas dele) ou ter um carrão por alguns dias (sem pagar pelo caríssimo IPVA).

Neste modelo de negociação, o indivíduo também exerce o papel de fornecedor como você por exemplo. Sabe aquele instrumento musical que você usa apenas nas viagens para animar a galera? Você pode lucrar com ele.

Com isso, a tendência é de que menos objetos, carros e imóveis sejam vendidos. Lucas Foster, especialista em economia criativa, afirma em entrevista para o site UOL, que “A economia compartilhada está alinhada ao propósito de sustentabilidade”.

Isso porque que, segundo ele, esse modelo transforma os excessos que são algo historicamente considerado lixo na base de um sistema de transação de valores.

No Brasil, um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), indica que as especialidades de consumo colaborativo mais conhecidas e utilizadas pelos brasileiros são o aluguel de casas e apartamentos em contato direto com o proprietário (40%), caronas para o trabalho ou faculdade (39%) e aluguel de roupas (31%).

A pesquisa também aponta que mais de 70% dos brasileiros concordam que o consumo colaborativo torna a vida mais fácil e funcional e 68% se imaginam participando de práticas nesse sentido em no máximo daqui a dois anos.

Compartilhamento na Saúde

Quem é da área da Saúde já sabe que começar um consultório próprio requer coragem, um bom apoio financeiro e muita dedicação. No entanto, a tendência da economia criativa colaborativa também visa oportunizar o sistema de atendimento para os profissionais de saúde. Em São Paulo foi inaugurada recentemente a Livance. Solução de consultório flexível que visa atribuir aos profissionais que não utilizam o consultório em tempo integral propiciando mais autonomia e flexibilidade. Desta forma, eles poderão criar uma agenda e utilizar o espaço sem restrições só pagando pelos minutos que durarem as consultas.

Traduzindo

No modelo de economia tradicional, fica claro que nós seguimos a seguinte regra: produção e venda e só ocasionalmente, nos desfazemos de algo.

Neste novo formato essa forma de transação dá lugar a muitas outras, inclusive a de empoderar comunidades.

A professora doutora do departamento de psicologia da USP, Leila Salomão Tardivo afirma em entrevista para o site Uol que a natureza do ser humano é viver em comunidade. “Quem tem prazer ao compartilhar vive melhor”.

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