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SoftBank e WeWork: o investimento de bilhões de dólares

LoFrano / Blog, Economia, Startup, Tecnologia, Transformação Digital / 0 Comments

A WeWork, empresa que visava a transformação do mercado de escritórios passou recentemente por maus bocados depois de não abrir o capital e ficar consequentemente sem dinheiro.  No entanto, essa fase durou pouco tempo: O Softbank o maior investidor externo da WeWork ofertou uma nova chance para que o negócio não fosse à ruína: uma aquisição de bilhões de dólares.

A parte complicada é que essa oferta tiraria o controle do co-fundador e ex-executivo-chefe da WeWork Adam Neumann, mas vamos relevar: desta forma, desistindo de direitos especiais de voto e renunciando ao conselho, além de evitar a falência, ele poderia sair com um bilhão de dólares.

Tudo pode parecer complicado para alguém que iniciou um experimento corporativo ousado, tentando remodelar o antigo negócio de sublocação de escritórios em uma peça de tecnologia de ponta apostando também na transformação digital.

Para a SoftBank, que havia investido bilhões no negócio, a esperança é de que os investimentos sejam recuperados.

O executivo-chefe da SoftBank Masayoshi Son disse em um comunicado à imprensa que apoiou a missão destemida da WeWork. Segundo ele, não é incomum que os principais disruptores tecnológicos do mundo enfrentem desafios de crescimento, assim como ocorreu com a WeWork. “Como a visão permanece inalterada, a SoftBank decidiu dobrar a empresa, fornecendo uma infusão significativa de capital e suporte operacional”.

Mudanças e acordos

Com a transição é possível que haja demissões na WeWork, e segundo especialistas em imóveis a empresa deverá reduzir consideravelmente seus planos de crescimento.

Para que você entenda como é que funciona esse “pacote de resgate”, é preciso saber que quatro componentes foram colocados em questão:

  • A SoftBank deverá se comprometer no próximo ano a agilizar um investimento de US$ 1,5 bilhão no WeWork;
  • Até US$ 3 bilhões em ações de outros investidores do WeWork, incluindo o Neumann devem ser comprados pela SoftBank;
  • Neumann terá que ser contratado como consultor e também receberá um empréstimo da SoftBank;
  • O acordo com a SoftBank foi escolhido pelo conselho da WeWork, no lugar de uma oferta de US$ 5 bilhões em financiamento da dívida do JPMorgan Chase.

Enfim

Dado o quanto já foi investido na empresa, a compra da SoftBank só será bem-sucedida se o WeWork for vendido ou se tornar público a um valor de US$ 15 bilhões ou mais. Uma vez consumado o acordo, a SoftBank possuiria aproximadamente 80% da WeWork.

Softbank e Wework

E só para esclarecer: a estratégia de aquisição da WeWork não é inédita. A SoftBank e seu Vision Fund de US$ 100 bilhões, igualmente investiram pesado no Uber e no Slack (plataforma proprietária de mensagens instantâneas baseada em nuvem), cujos preços das ações caíram há vários meses depois que começaram a ser negociados na bolsa de valores.

De acordo com Masayoshi Son, apostar no investimento de dinheiro em empresas de crescimento rápido permite aos negócios escolhidos o crescimento ágil, favorecendo posições dominantes em suas categorias. A aquisição do WeWork pela SoftBank é sua aplicação mais cara e expansiva para resgatar um de seus investimentos.

Por isso, Son não deixa de ressaltar que os empresários devem se dedicar mais na construção de negócios sustentáveis dentro de alguns anos após a abertura de capital.

E agora, a grande questão é: a SoftBank pode transformar o WeWork em um negócio sustentável? Eu tenho minhas dúvidas.

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