Arquivo por Tag: TI

Camada Estratégica e a TI [Conclusão]

A atividade de planejar evita que ações das organizações sejam executadas ao acaso, sem qualquer preocupação com a eficiência, eficácia e efetividade para o alcance dos resultados. Sem um estudo prévio e a reserva de soluções para problemas envolvidos na realização da tarefa, o objetivo final pode ficar cada vez mais distante do alcance. O planejamento leva em consideração o conhecimento que se obteve com erros anteriores e a possibilidade de acertar já na primeira tentativa quando da realização de uma nova atividade.

No ambiente empresarial atual, a Tecnologia de Informação tem sido considerada como um dos componentes mais importantes, sendo que as organizações brasileiras têm utilizado ampla e intensamente esta tecnologia, tanto em nível estratégico como operacional.

strategy-chess

Esta utilização passa a ter como foco principal, não apenas a infraestrutura tecnológica necessária para a realização de processos e estratégias, mas a efetiva utilização da informação e todo o seu poder de transformação e apoio às práticas organizacionais.

Este trabalho teve por objetivo principal apresentar, no geral, a tecnologia de informação e sua utilização no planejamento estratégico organizacional, definindo e conceituando em auxílio aos gestores na evolução da empresa, por meio de sua aplicação prática. Verificando, assim, o aprendizado prático, aplicando as técnicas aprendidas no decorrer do curso.

A TI pode ser decisiva para o sucesso ou fracasso de uma empresa, contribuindo para que a organização seja ágil, flexível e forte, em vez de aguardar novas realizações ou insegura em relação a novos cenários que se apresentam. Portanto, um bom fluxo de informações aliado a uma boa qualidade final da solução de problemas por meio de decisões tomadas sobre processos consolidados e objetivos, podem causar às organizações um nível de competitividade bastante interessante.

O modo de planejar, administrar e controlar, está em processo de transformação e as ênfases que estão sendo dadas para o aspecto do conhecimento embutido na informação vêm tornando as organizações mais dinâmicas, no caminho do sucesso, mais flexíveis, qualitativas e muito mais competitivas.

Representações Gráficas Nível Estratégico x Tecnologia da Informação

Estas representações gráficas foram geradas conforme resultados de questionários aplicados a profissionais da citada camada estratégica, algumas representações gráficas relacionadas demonstram o entendimento dos mesmos sobre a tecnologia da informação.

cloud_computing

A representação gráfica demonstra que existe ainda dúvidas sobre o que é, e os benefícios da computação em nuvem. Mas também mostra que houve um avanço neste tipo de solução já que 45,45% (05 dos questionados) já utilizam em suas organizações este serviço.

praticas

Este é um resultado expressivo que mostra a falta de conhecimento sobre as práticas quem podem melhorar o TI da organização. Dos Entrevistados (10) 90,91% não tinham conhecimento sobre tal recurso, e apenas (01) 9,09% utiliza um recurso provavelmente desenvolvido internamente.

importancia_tiDentro da escala, de 1 a 5 apenas foram 02 os questionados que demonstraram que o TI pode não ser impactante na organização, com isso ainda é possível imaginar que alguns negócios ainda conseguem se sustentar sem a tecnologia.

Entre 6 e 9 foram 03 os questionados que apresentam já utilização ou interesse no departamento, e que percebem a função do mesmo.

Dos questionados, foram 06 que já apresentam forte aproximação do departamento de TI percebendo a essencial função para o funcionamento.

O resultado de 8,36% foi o resultado médio levado em consideração pelos questionados, é notável que a necessidade da TI já é imprescindível nessas organizações.

a_organizacao_possui_planejamento_estrategico

Dos questionados, 06 responderam que possuem planejamento estratégico de TI na organização, 04 responderam que não, e apenas 01 não tem certeza sobre a possibilidade ou existência.

É importante observar que impressiona a quantidade de respostas SIM, pois o planejamento estratégico de TI normalmente é praticado quando já existe o planejamento estratégico da empresa.

nivel_tecnologiaDos 11 questionados, de 1 a 5 foram 02 os que responderam que a tecnologia disponível atualmente na organização atende pouco as necessidades, isso representa uma expectativa de melhora.

De 6 a 10 da escala, 09 questionados já observam um avanço no impacto da tecnologia na organização.

A média de 7,18% é o nível considerado pelos questionados, este resultado mostra uma aceitação, mas é possível que melhore.

software_computadores_necessidades

Na escala de 7 a 10 os questionados consideram satisfatória a tecnologia disponível envolvendo software e computadores. Isso representa 8,18% é uma margem satisfatória quando considerado que software e computadores são partes essenciais do envolvimento com a tecnologia da informação.

indicadores
Dos 11 questionados, 03 responderam que não possuem, 05 ficaram em dúvida e 03 responderam que existe sim uma ação relacionada com a resposta abaixo:

Capacidade e velocidade das informações nos processos

Planejamento estratégico de Logística

BSC – Balanced Scorecard

Provavelmente, as duas primeiras respostas são práticas constituídas e personalizadas pelos mesmos, e o BSC que já é prática comum e conhecida deve ou não estar sendo baseado no negócio e não na tecnologia.

funcionais

resultados_planejamento

Relativamente a representação gráfica em consideração as áreas, os valores dedicados pelos questionados foram razoáveis, somente 01 dos questionados respondeu com valores bem diferentes da maioria, isso representa sua visão em relação ao seu negócio atualmente.

Tecnologia da Informação na Camada Estratégica

Sem planejamento, a obtenção dos resultados desejados ficaria à mercê do acaso, com soluções aleatórias de última hora para os eventuais contratempos que surgem no caminho. O planejamento evita a improvisação. É ainda, de acordo com Costa (2009), um excelente meio de controle, pois seu processo operacional tem condições de indicar os desvios do curso de ações e os mecanismos de correção em tempo hábil. Sua importância está também no fato de ele minimizar os custos, quando se vai e pode gastar. O planejamento, além disso, substitui as atividades isoladas, individuais e fragmentadas pelo esforço equilibrado, incentivando mais o trabalho e contornando julgamentos improvisados por decisões mais conscientes.

visão estratégica

Os benefícios oferecidos pelo uso de TI também são influenciados por estes níveis, mas em geral todos os benefícios estão presentes em todos os níveis. Na exploração localizada, o uso de TI pode contribuir para a redução do custo do processo como também para a inovação de determinado processo. Na redefinição do escopo do negócio, o uso de TI pode contribuir definitivamente para a inovação e criação de novo modelo de negócio, como também pode contribuir para um modelo de negócio com mais flexibilidade.

Em cada nível hierárquico de uma organização são tomadas decisões com grau de complexidade diferente. Porém, todas tem sua importância para o sucesso de uma organização. Os SIs apoiam estas tomadas de decisões e em cada nível hierárquico são criados de forma a atender as necessidades de dados e informações específicas destes níveis.

O uso de TI oferece grandes benefícios e oportunidades para as organizações, assim como riscos inerentes à assimilação de novas tecnologias e às inovações dos processos organizacionais. Esta situação, de evolução do ambiente tradicional para o ambiente digital, apresenta desafios de tomada de decisão que idealmente devem ser baseados no conhecimento dos vários aspectos envolvidos (WEILL e VITALE, 2001).

Afuah e Tucci (2001) confirmam que o mercado eletrônico permite que as empresas desenvolvam novos modelos de negócio e exige que elas tenham estratégias específicas para garantir o aproveitamento dos benefícios oferecidos.

Relacionando-se o Planejamento Estratégico de TI com o planejamento estratégico de negócio, de acordo com Williams (1997 apud PALANISAMY, 2005), o Planejamento Estratégico deTI deve ser desenvolvido como parte dele e em acordo com as estratégias do negócio. O PETI tem sido considerado como a determinação de oportunidades estratégicas, objetivos, fatores críticos de sucesso e a informação necessária de diferentes partes da organização (MARTIN, 1989).

Diante das situações apresentadas, pode-se, então, definir que a TI nas organizações tem papel fundamental e necessita fornecer, de forma eficiente e eficaz, suporte e infraestrutura tecnológica que viabilizem as diretrizes corporativas. Principalmente, é necessário que haja suporte para que as decisões de TI possam:

  • Estar mais alinhadas com as estratégias e os objetivos de negócio;
  • Agregar valor a TI e possibilitar, da melhor forma (eficiência – mais econômica), o alcance dos objetivos corporativos; e
  • Ter seus riscos controlados e gerenciados dinamicamente e, ainda, atender aos órgãos regulatórios.

Este nível de utilização oferece grandes oportunidades para as empresas que têm sucesso no aproveitamento dos benefícios oferecidos por este uso. Ao mesmo tempo, ele também oferece desafios para a administração deste recurso do qual as empresas passam a ter grande dependência e que apresenta particularidades de gerenciamento. Neste cenário complexo, outro desafio é identificar o nível de contribuição que esta tecnologia oferece aos resultados das empresas. Por fim, as atitudes dos principais executivos de negócio e de Tecnologia de Informação interferem de forma significativa na administração desta tecnologia.

Camada Estratégica e a TI [PETI]

Planejamento Estratégico de Tecnologia da Informação

Galliers (1987 apud BERMEJO, 2009, p.47) define Planejamento Estratégico de TI como uma tarefa de gestão na qual se lida com considerações como integração dos sistemas de informação aos processos de planejamento corporativo, decisões de aquisições de recursos de Tecnologia da Informação, processos de desenvolvimento de aplicações, entre outros.

Segundo Rezende e Abreu (2002, p. 43), o PETI é um processo dinâmico e interativo para estruturar estratégica, tática e operacionalmente (i) as informações organizacionais, (ii) a TI, (iii) os sistemas de informação, (iv) as pessoas envolvidas e (v) a infraestrutura necessária para o atendimento de todas as decisões, ações e respectivos processos da organização.

De acordo com Bermejo (2009), a teoria do planejamento estratégico de TI possui sete componentes, a saber: (1) ambiente externo; (2) ambiente interno; (3) planejamento de recursos; (4) processo de planejamento; (5) plano estratégico de TI ou plano de informação; (6) implementação do plano de informação; e (7) alinhamento do plano de informação com o plano de negócio da organização.

Planejamento de Infraestrutura com Ambiente Microsoft

Planejamento de Instalação

Pré Instalação

Objetivo:

O objetivo é gerir de forma prática e viável os usuários e suas condições no ambiente de rede utilizando o Sistema Operacional Windows Server 2012 – versão Enterprise sem limitações de recursos para que não haja problemas de implementação futura.

• Equipamento de hardware e tolerância a falhas

Produto da série E5-2400 utilizando processador INTEL XEON criado com base para data centers.
Possui expansão de recursos como memória para atender um eventual aumento de consumo.
Opção de discos até 4 unidades
2 soquetes de processador podendo expandir mais um objeto
Cache de 2,5 mb por núcleo – 6 núcleos no total
Alimentação com fonte redundante de 550W
Armazenamento do tipo SAS com discos de 72 gb em raid 0 + 1
Observação: Esse servidor apenas será objeto de gerenciamento de rede e não armazenamento de arquivos, para file Server e outros fins serão outros equipamentos e alguns possivelmente virtualizados.

• Necessidade dos usuários

Ter acesso ao servidor através da rede com participação em compartilhamentos criados pelos administradores
Níveis de acesso para utilizar somente o necessário de cada grupo ou usuário baseado em Active Directory com estratégia adotada AGDLP;
Participar em unidades organizacionais para melhor visualização e clareza no gerenciamento.

• Segurança

Determinar a casa grupo ou usuário sua forma de participação em servidores de arquivos
Restringir o acesso a recursos, pastas e arquivos
Utilizar das políticas de grupo para viabilizar e cuidar da segurança

• Sistema de Arquivos

O Sistema de Arquivos que usaremos no Windows Server 2012 será o ReFS(Resilient File System).

• Licenciamento

O tipo de licenciamento adotado será o de aquisição do Windows Server por volume, além das cals por usuário.

• Forma de Participação na Rede

O modo de participação dos usuários na rede será baseado no controlador de domínio, este chamado Active Directory recurso do Windows Server 2012.

planejamento_infraestrutura_TI

Pós Instalação

• Hardware

Verificar os drivers instalados, atualizar se necessário confirmar se estão assinados pela Microsoft (homologação).

• Opções de inicialização e recuperação

Certificar que as opções estão ajustadas e seguras para um melhor desempenho do equipamento e do sistema operacional.

• Análise

Utilizar um recurso nativo do sistema operacional como o caso do MSinfo32 para analisar os recursos e serviços.

• Tempo

Ajustar se necessário as opções de data, hora e idioma e conferir se vão ser compatíveis com aplicações e bancos de dados futuros se houver.

 

 

Camada Estratégica e a TI [Tecnologia da Informação]

TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

A informação é considerada um dos recursos mais importantes da organização e ganha extremo valor estratégico quando é organizada de forma planejada, visto que possibilitam a diminuição do grau de incerteza e melhora a qualidade das decisões. Para que as relações entre o planejamento estratégico estejam bem integradas as informações devem ser coerentes em todos os níveis do planejamento. Para tanto se faz necessário uma perfeita metodologia entre as Tecnologias de Informações e o Planejamento Estratégico.

A necessidade da informação nos processos de tomadas de decisões das organizações é bem característica das atividades empresariais, sendo parte fundamental, visto que regulam as relações da empresa com o seu ambiente.

Nos anos 60 os serviços de processamento de dado das organizações eram totalmente centralizados, sendo executado por apenas um departamento, todas as informações eram trocadas através dos chamados malotes em arquivos de papel, tornando o processo por demorado em demasia. Com a evolução da tecnologia e o fácil acesso às informações a infra-estrutura dos negócios está modificando as atividades produtivas e comunicativas.
O termo Tecnologia de Informações foi utilizado inicialmente por Leavitt e Whisler para enfatizar o uso de computadores durante o processo de tomada de decisões e para o processamento de informações pelas organizações (SOUZA, 2004, p.30).

Na literatura muitos são os termos encontrados para definir a tecnologia da informação, contudo o mais adequado, neste caso, é conjunto de equipamentos, programas, software, hardware, bem como recursos humanos e de comunicação, com a finalidade de desempenhar, manipular, processar, disseminar e utilizar as informações em uma organização.

Sua principal importância está na capacidade de manuseio das informações auxiliando aos gestores no processo de tomada de decisões. Englobam computadores, redes de comunicações e todos os meios de transmissões. Atualmente as ferramentas de TI são variadas utilizando-se da internet, sistemas de informações gerenciais, satélites entre outras.
Utilizar as tecnologias de informações pode proporcionar às empresas uma maior produtividade e eficácia organizacional, modificando todo o planejamento anterior com um simples passe de mágica, melhorando e transformando o processo organizacional, tornando a empresa flexível de modo que ela possa reagir ao mercado rapidamente.

A TI tem o poder de modificar toda a estrutura da empresa, bem como suas operações, permeando atividades de valor e criando vantagens sobre seus concorrentes, favorecendo o sucesso organizacional de forma ampla e desmistificada.
Fazer uso de informações de qualidade poderá apoiar a tomada de decisões, influenciando no comportamento das pessoas, passando a ser um fator de extrema importância, através da multiplicação de esforços e dos resultados obtidos. Contudo, seu uso em conjunto com o planejamento estratégico está, agora, ganhando novas forças e rompendo barreiras ditas tradicionais.

Camada Estratégica e a TI [Tomada de Decisão]

Decisão, segundo Rosini e Palmisano (2003) “é a escolha de uma ou mais alternativas com o fim de atingir um objetivo proposto com a menor probabilidade de erro ou fracasso possível”.

Algumas decisões têm características dos dois tipos precedentes, por isso são chamadas de Semiestruturadas; nesses casos, apenas parte do problema tem uma resposta clara e precisa, dada por um procedimento aceito. Em geral, decisões estruturadas são mais corriqueiras nos níveis organizacionais mais baixos, enquanto problemas não estruturados são mais comuns nos níveis mais altos da empresa. (LAUDON e LAUDON, 2010).

Bataglia e Yo (2008, p.85) admite que decisão organizacional é um comprometimento específico para a ação (usualmente de recursos), e que o processo decisório é o conjunto de ações e fatores dinâmicos que começam com a identificação de um estímulo inicial para a ação e terminam com o comprometimento para ela.

A decisão é estratégica quando considerada importante pelos gestores da alta administração em termos das ações tomadas, dos recursos comprometidos ou dos precedentes estabelecidos. Além disso, seu processo decisório e não-estruturado, ou seja, é novo, incerto, não ocorreu anteriormente; para ele não existe um conjunto explicito e predeterminado de respostas ordenadas na organização.

Enfim, a decisão passa a ser estratégica quando é tomada pela grande cúpula da organização, pelos altos executivos, e pode contribuir efetivamente para o sucesso empresarial. Tais decisões envolvem posicionamento estratégico, apresentação de riscos, decisões relacionadas a funções organizacionais e a política organizacional.

Bataglia e Yo (2008, p.86), propõem o Modelo Geral do Processo Decisório Estratégico, apresentado na Figura 1. O modelo e composto de três fases: identificação, desenvolvimento e seleção. Destaca-se no modelo a idéia de que não existe uma relação seqüencial e simples entre as fases.

FIGURA 1 – Processo de Decisão estratégica

 processo_de_decisão_estratégica

Fonte: adaptado de BATAGLIA, Walter; YO, Abraham Sin Oih. A sincronização da tomada de decisão estratégica com o planejamento estratégico formal. Revista de administração Mackenzie, v.9, n.5, p.82-111, 2008.

Para os autores, cada fase do processo de decisão estratégica é constituída por rotinas. Na fase de identificação é onde ocorrem as rotinas de reconhecimento e diagnóstico. Para a rotina de reconhecimento as oportunidades e eventuais ameaças ou problemas são identificados. Para a rotina de diagnostico se organiza a informação disponível e se levantam eventuais novas informações para formulação do problema, esta fase está ligada a fase de reconhecimento.

A próxima fase é a de desenvolvimento, na qual ocorrem as rotinas de busca e projeto. Para a rotina de busca é utilizada na busca de soluções prontas ou semi-prontas no ambiente externo ou interno da organização. Para a rotina de projeto é utilizada no desenvolvimento de soluções customizadas, ou seja, planejadas sob medida especialmente para a decisão. Esta fase é também utilizada para modificar soluções existentes, advindas com problemas futuros e fora da organização, adaptando-as a situações particulares.

A fase de seleção é onde ocorrem as rotinas de pré-seleção, avaliação-escolha e autorização. A primeira trata a respeito da utilização para eliminar o que é inviável buscando soluções mais passiveis de avaliação. A segunda trás três modos que são: julgamento de valor, quando um indivíduo utiliza sua intuição para escolher sem justificar suas razões; barganha, quando as partes envolvidas na decisão chegam a um consenso; e analise, quando ocorre avaliação factual. A terceira trata quando há de envolvidos no processo que não possuem a autoridade necessária para comprometer a organização em determinado curso de ação.

Cabe ressaltar que este é um modelo sugerido poderá ou não trazer benefícios para a organização, apresentando etapas a serem seguidas para que as decisões sejam analisadas, avaliadas de modo estratégico, seguindo um planejamento estratégico eficiente, eficaz e efetivo, combinando um comportamento calculado e instrumental.

 

TI e o Plano de Continuidade de Negócios

Gerenciar os riscos de falhas em serviços essenciais sendo eles de TI ou de outros processos primando pela prevenção de riscos e pelo planejamento da recuperação em caso de contingência, com a finalidade de oferecer suporte ao funcionamento contínuo dos negócios em nível específico dentro de um determinado contexto.

A ausência de um plano de continuidade de negócios (PCN), muitas vezes é usada como justificativa para a ausência de um plano de continuidade para serviços de TI. Essa justificativa tem certo fundo de razão, pois é o negócio é que determinará o que é realmente crítico para o negócio e irá nortear qual deverá ser a disponibilidade esperada para os serviços de TI. Se o contrário ocorrer, continuidade dos serviços de TI, baseado apenas em TI, pode gerar custos e uso de recursos desnecessários.

Dessa forma, não existe plano de continuidade de serviços de TI, sem plano de continuidade de negócio.

Alguns tópicos identificam o que pode e o que não deve acontecer, além do impacto causado.

Sobrevivência do Negócio

  • Minimização de falhas
  • Redução de vulnerabilidades e riscos
  • Transferência de risco para terceiros
  • Elaboração do plano de recuperação
  • Suporte ao Plano de Continuidade do Negócio
  • Prevenir a perda de Segurança

Analise de impacto

Identificar serviços críticos

  • Determinar conseqüências da indisponibilidade
  • Avaliar cenários de impacto
  • Obrigações legais

Obstáculos

  • Disponibilidade de orçamento
  • Falta de comprometimento da camada Estratégica e gerentes de Negócio
  • Falta de conscientização

Outsourcing de TI

A área de TI exige que profissionais sejam atualizados e treinados constantemente. A preocupação em manter profissionais atualizados e com conhecimento suficiente para administrar com qualidade os recursos de TI, pode tirar energia ou foco no que realmente importa no negócio.

Com o outsourcing do departamento de TI, as empresas podem dedicar-se integralmente ao foco principal das suas atividades. A incorporação de profissionais melhor qualificados para o suporte tecnológico propicia resultados de mais qualidade aos serviços e mais disponibilidade do pessoal interno para o negócio da empresa propriamente dito.

As empresas devem procurar no fornecedor de outsourcing um parceiro de negócios, que traga uma vasta gama de conhecimento, habilidades e pontos fortes. Uma boa consultoria pode determinar o que é melhor para o cliente, um especialista em TI bem preparado tem condições de avaliar e planejar como a tecnologia vai apoiar a evolução dos negócios da empresa.

Vale a pena avaliar a performance do outsourcing com base num amplo conjunto de resultados e não limitar a avaliação apenas ao fator “redução de custos”. A incorporação do SLA – Service Level Agreement (Contratos por níveis de serviços) discrimina as garantias de qualidade, quantidade, modalidade e precisão dos diferentes serviços a serem oferecidos.

Desvantagens e Riscos

A organização de terceirização se não organizada perde o controle completo sobre todas as áreas da empresa. Se a organização termina o acordo com a entidade terceirizada, e a mesma não for uma empresa confiável e segura as informações confidenciais e sigilosas torna-se comprometidas.

Organizações que terceirizam serviços de TI correm o risco de receber o trabalho de má qualidade, a mão de obra que será contratada deve atender alguns requisitos acordados no SLA, pois é comum algumas empresas de outsourcing trocarem de funcionários constantemente.

Camada Estratégica e a TI [Conceito e Evolução]

1 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

No contexto atual de freqüentes mudanças vivenciadas pelas organizações, o planejamento estratégico apresenta-se como fundamental para a inovação e adaptação das mesmas. O planejamento estratégico é uma ferramenta de gestão empresarial amplamente utilizada pelas organizações, sendo considerado um instrumento administrativo relacionados à estratégia empresarial.

planejamento_conceito_evolução

 1.1 Planejamento: Conceito e Evolução

Planejar diz respeito ao desenvolvimento de um programa para a realização de objetivos e metas organizacionais. De acordo com Terence (2002, p. 10) “a literatura trata o planejamento como uma das tarefas mais importantes do administrador, que pressupõe: escolher um destino, avaliar os caminhos alternativos e decidir o rumo específico para o alcance do destino escolhido”.

De acordo com Kunsch (2003, pp. 204-205), o “planejamento possui dimensões e características próprias, implica em filosofia e políticas definidas e é direcionado por princípios gerais e específicos”. Está sempre vinculado a situações e a realidades da vida das pessoas, grupos e das mais diversas organizações e instituições da esfera pública e privada.

Segundo Nascimento et al (2009, p.3) “O planejamento identifica-se com as funções administrativas de organizar, dirigir e controlar, manifestadas em todos os campos da instituição, como produção, distribuição, finanças e engenharia, proporcionando a linha mestra para as realizações em grupo.”

É através do planejamento que o gestor tem uma base para as ações a serem tomadas, deste modo é possível prever certos acontecimentos, estando preparado para qualquer eventualidade que possa acontecer. Sua origem veio com o surgimento da Administração Cientifica, onde seu precursor, Henry Taylor, utilizou o planejamento para substituir a improvisação. Durante este período era usado somente para as tarefas operacionais, escolhendo e adequando as ferramentas e os métodos de produção.

De acordo com e Djalma Oliveira (2002, p. 37-38), é preciso levar em consideração quatro princípios:

·         A contribuição dos objetivos – o planejamento desempenha um papel fundamental na obtenção dos objetivos totais;

·         A função de precedência – o planejamento precede as demais funções administrativas (organização, direção e controle), pois, embora essas funções se interpenetrem, o planejamento é o que estabelece os objetivos e os parâmetros para o controle de todo o processo administrativo;

·         A abrangência – o planejamento exerce influência generalizada em todas as atividades da organização, provocando modificações necessárias no que tange aos recursos que estão sendo empregados (humanos, técnicos e tecnológicos) e no sistema funcional como um todo;

·         A eficiência – dos planos para atingir os objetivos com o mínimo de problemas e se consequências indesejáveis.

O planejamento pode ocorrer em três níveis: estratégico, tático e operacional. Deste modo podemos encontrar empresários que atuam por meio do planejamento mais tático do que estratégicos, esquecendo-se das realizações e das metas de longo prazo. Assim, neste trabalho será dada ênfase ao planejamento estratégico.

1.2 Estratégia: Conceito e Evolução

Antigamente o termo estratégia era relacionado apenas com fins militares. A origem da palavra vem do grego strategos, que significa o chefe do exercito. Durante dois mil anos sua ação significava comandar ou conduzir exércitos em tempos de guerra, designando o caminho que era dado à batalha, buscando a vitória. Foi somente com a Revolução Industrial que a palavra passou a ser utilizada no âmbito dos negócios, evoluindo de um conjunto de ações e manobras militares para a disciplina de Administração Estratégica, passando a ser utilizada pelas organizações para significar a forma na qual se comportam e agem frente ao seu ambiente.

Este tema teve um crescimento acentuado abordando a competitividade das empresas e preocupação concentrada na concorrência e no mercado. Sua definição de modo organizacional é um tanto complexa, no entanto significa “criar uma posição exclusiva e valiosa, envolvendo um conjunto diferente de atividades” (PORTER, MONTGOMERY, 1999, p.63).

Para Ribeiro (2008, p.29) “está relacionada à ligação da organização a seu ambiente e, como um padrão ou plano tem a finalidade de estabelecer quais serão os caminhos, os custos, os programas de ação que devem ser seguidos para que os objetivos ou resultados estabelecidos pela organização sejam alcançados”.

A estratégia tem a função de mudar paradigmas. A hora que se muda um paradigma muda-se também o comportamento organizacional. Desta forma, encontra-se a grande dificuldade: as pistas estão no velho paradigma e resistem ao novo (SILVEIRA JÚNIOR, 1995, p.35).

A estratégia organizacional é um processo inseparável da estrutura, do comportamento e da cultura da empresa, visto que envolve etapas de formulação e identificação de oportunidades e ameaças no âmbito empresarial. A estratégia pode ser dividida em duas vertentes:

·         Estratégia como plano: baseada em planos elaborados previamente, são preparadas para às ações as quais se aplicam, sendo definidas de modo consciente.

·         Estratégia como manobra: construída por meio de ações, dos atores organizacionais, ou das forças do ambiente; são manobras planejadas com fins ludibriar os concorrentes.

Como são inúmeros os conceitos de estratégia o quadro 1 apresenta uma síntese acerca deste conceito. No entanto, este trabalho aceita que a estratégia é uma posição, ou seja, uma proposição genérica de posicionamento da organização no meio ambiente competitivo (BATAGLIA, YO, 2008, p.90). A natureza ou objeto do posicionamento refere-se a algo importante, assim definido pelos gestores da organização.

definição_estratégia

QUADRO 1 – Definições de Estratégia

Fonte: adaptado de BATAGLIA, Walter; YO, Abraham Sin Oih. A sincronização da tomada de decisão estratégica com o planejamento estratégico formal. Revista de administração Mackenzie, v.9, n.5, p.82-111, 2008.

A estratégia está ligada diretamente com a utilização de diversos recursos empresariais: humanos, técnicos e financeiros, implantando e acompanhando a constante mudança. Todavia, quando se trata de estratégias não se pretende decidir hoje acerca do futuro, mas sim tomar decisões hoje tendo em pensamento as conseqüências futuras.

1.3 Planejamento Estratégico: Conceito e Evolução

O planejamento estratégico pode ser definido de diversas formas pelos mais diferentes autores, contudo são unânimes em sua essência, visto que correspondem a uma técnica administrativa que busca organizar as idéias, ações e esforços da empresa com a finalidade de atingir o seu objetivo. Este recurso surgiu em meados das décadas de 50 e 60 como uma opção das organizações para enfrentarem os novos desafios e as mudanças que estavam ocorrendo. Inicialmente consistiu no orçamento anual a ser cumprindo e, depois passou a incluir as projeções.

De acordo com Certo e Peter (2003, p.15) o planejamento estratégico é como um processo contínuo e interativo que visa manter uma organização como um conjunto apropriadamente integrado com o ambiente no qual está inserida. Os ambientes organizacionais mudam e com isto as organizações devem se modificar adequando-se a tais transformações.

O Planejamento Estratégico é um processo dinâmico e interativo para determinação de objetivos, políticas e estratégias (atuais e futuras) das funções empresariais e dos procedimentos de uma organização (RHODEN, 2000, p.2). É elaborado por meio de uma técnica administrativa de análise do ambiente (interno e externo), das ameaças e oportunidades, dos seus pontos fortes e fracos, que possibilita os executivos estabelecerem um rumo para a organização, buscando um certo nível de otimização no relacionamento entre empresa, ambiente e mercado, formalizado para produzir e articular resultados, na forma de integração sinergética de decisões e ações organizacionais

O planejamento estratégico é comum e de responsabilidade dos altos níveis gerenciais e está ligado ao estabelecimento do rumo a ser seguido pela organização, diz respeito à seleção dos rumos das ações, levando em consideração as condições internas e externas da organização, sendo que suas ações são de alta complexidade e de longo prazo, onde sua necessidade e dada justamente pela incapacidade do gestor de efetuar a previsão do futuro, mas sim a de contar com probabilidade e que possam nortear os caminhos a serem seguidos diante de determinada situação.

O objetivo máximo do planejamento estratégico é desenvolver os valores da empresa, bem como sua capacidade gerencial e suas responsabilidade interligando a tomada de decisões em todos os níveis hierárquicos. Entretanto, somente planejamento em si não produz mudanças viáveis para a organização, sendo necessário estar atento à sua implementação e vencer as resistências, incorporando o conceito. O Planejamento estratégico corresponde à uma visão de longo prazo. Ele deve ser desdobrado em estratégias táticas (menor horizonte de planejamento), as quais, por sua vez, devem se refletir em rotinas operacionais que norteiam as atividades de curtíssimo prazo da empresa, e, tudo isso, evidentemente, indo de encontro a estratégia geral definida no Planejamento Estratégico (SCRAMIN, 2001, p.2).

Cabe, ainda, destacar que mais importante do que planejar é colocar a melhor estratégia em prática, procurando dar ao mesmo tempo maior eficiência e eficácia à organização, satisfazendo as necessidade e expectativas de todos os interessados.

Segundo Lima (2007, p.2) “o único objetivo do planejamento estratégico é capacitar a empresa a ganhar, da maneira mais eficiente possível, uma margem sustentável sobre seus concorrentes”. Unir eficiência e eficácia em busca do sucesso diante dos seus concorrentes é mais que imprescindível para as organizações, é assim que a lucratividade consegue ser mantida.

Contudo, o planejamento estratégico por si só é insuficiente, pois suas ações são planejadas para serem integrados com a parte tática e operacional da organização, já que não trabalha com ações isoladas, mas sim com o todo organizacional, afetando diretamente a direção e a viabilidade da empresa.

O processo de planejamento estratégico envolve as seguintes etapas:

·         Visão da Empresa: é nesta etapa que o gestor estabelece a missão, a visão e os valores da empresa, é onde será definida o que é a empresa e quem são os seus clientes e produtos e serviços oferecidos, identificando as crenças e as expectativas dos gestores;

·         Análise Ambiental: nesta etapa será efetuada uma análise dos ambientes internos e externos, onde serão determinados os fatores críticos para o sucesso, tais como mercado potencial, economia e levantamento dos pontos fortes e pontos fracos;

·         Definição dos Objetivos e Metas: esta etapa está associada com a missão e com a análise do ambiente, é aonde se quer chegar de acordo com a dinâmica da empresa, estabelecendo tempo para o alcance das metas e os procedimentos necessários para que estas metas sejam monitoradas;

·         Elaboração da Estratégia: esta etapa é um processo contínuo de discussão acerca da integração dos recursos em busca do alcance dos objetivos, é onde são levantadas as ações e investimentos necessários.

Para Amboni e Rogério (2006, p.3) “alguns instrumentos podem e devem constituir esses planos além da base estratégica coorporativa: objetivos funcionais (o que fazer?), ações (como fazer?), metas temporais (quando fazer?), orçamento (qual é o custo e o benefício?), equipe responsável (quem faz o que?), indicadores de performance (qual é o nível da qualidade e da produtividade?)”. De posse desse roteiro é possível garantir a satisfação do planejamento estratégico alinhando os diferentes níveis gerenciais: estratégico, tático e operacional.

Na realidade o planejamento estratégico deverá ser tratado como um todo em busca do processo de monitoração e desenvolvimento do plano de negócios da empresa sempre a procura das melhores vantagens neste mundo tão competitivo. Entretanto o mesmo deverá ocorrer de forma flexível de modo a possibilitar alterações diante das mudanças do mercado.

Get Adobe Flash player
Visit Us On TwitterVisit Us On FacebookCheck Our Feed