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Como a tecnologia de entrega está auxiliando os países na pandemia do Coronavírus

LoFrano / Blog, Inteligência Artificial, Transformação Digital / 0 Comments

Ruas desertas, shoppings, lojas, restaurantes, tudo vazio. O cenário dos grandes centros (e dos pequenos também) mudou e hoje podemos comparar as cenas que vimos por aí com aquelas séries pós-apocalípticas.

A pandemia do coronavírus trouxe mortes, medo, angústia e solidão. Além disso, fez com que milhares de pessoas perdessem o direito de ir e vir, seja por determinação dos governos ou por bom senso: ficar em casa é a melhor opção. Mas, como suprir as necessidades em um momento assim? Como ir ao mercado, à farmácia, comer algo diferente, sem ter que sair de casa?

Nunca a ideia de delivery foi tão certeira, tão escolhida e tão aclamada: é hora de a tecnologia digital entrar em ação!

Regional

Vamos começar pela cidade de Wuhan, na China, onde há indícios de que crise se estabilizou. Foram 11 milhões de pessoas afetadas e inicialmente, o bloqueio determinado pelas autoridades chinesas resultou em pânico, e na compra excessiva de alimentos e itens essenciais, esvaziando prateleiras de supermercados. Essa foi a deixa para que a população entendesse que a tecnologia digital poderia tornar esse processo mais organizado.

Isso garantiu que os suprimentos chegassem às pessoas que precisavam deles. Mas outros fatores também foram determinantes, tais como os sistemas de entrega digitalmente habilitados, ou seja, nas principais cidades da China os itens comprados online são entregues em até 20 minutos depois da compra.

Na rede Cainiao, da Alibaba, os suprimentos dos comerciantes que aderiram a esse meio estão ligados à um sistema de inventário digital, que é habilitado para IA e liga os mundos de compras, on e off. Ou seja, as lojas físicas acabam servindo como uma rede de distribuição estendida.

Comportamento

O comportamento do consumidor na China também foi importante. Há mais ou menos cinco anos, o Alibaba Group, JD.com, MTDP (Meituan Dianping) e várias outras empresas modificaram o comportamento de compra dos chineses, trazendo à tona o que podemos denominar como “maturidade digital”. Eles se “afastaram” do ambiente físico e se consolidaram nas compras virtuais. Em 2019 por exemplo, cerca de 71% dos consumidores chineses realizaram transações online em algum momento, especificamente através de aplicativos para smartphones.

Já nos Estados Unidos e na Europa, é possível perceber que o cenário digital é menos favorável para esse tipo de ação. Os consumidores dos EUA estão sim prontos para comprar nas plataformas de comércio eletrônico, no entanto, apenas 16% do total de vendas no ano passado foram feitas através delas.

Há também a questão dos mantimentos e alimentos prontos para consumo, que são categorias desafiadoras no mundo digital. A Amazon e o Walmart realizam esse experimento em terras americanas através da recém comprada Whole Foods.

Mesmo com tantos esforços, os consumidores dos EUA seguem lentos na mudança para o mercado digital destas categorias.

Na Europa, os passos são ainda mais arrastados neste quesito. Grandes varejistas como o Ooshop.com, do Carrefour, e empresas iniciantes como Deliveroo se dedicam no desenvolvimento de capacidades logísticas de última milha, mas a demanda dos consumidores é baixa.

Isso pode ser visto na dificuldade que as empresas europeias tiveram ao lidar com a logística para as vendas da Black Friday, onde várias delas enfrentaram problemas imprevisíveis ao lidar com a grande quantidade de transações durante o período.

No Brasil, a demanda para entregas cresceu em meio à pandemia do Covid-19. A startup colombiana Rappi, por exemplo, está no Brasil desde 2017, e atualmente, opera em 60 cidades brasileiras. Nos últimos dias, relatou um aumento de aproximadamente 30% nos pedidos em toda a América Latina, com destaque para solicitações em farmácias, supermercados e restaurantes.

Tecnologia

O aplicativo Ifood, controlado pela brasileira Movile, se pronunciou por meio de nota e relatou que ainda é cedo para dimensionar o impacto do surto de coronavírus nas operações, mas afirma que medidas para atuação nestes cenários já foram tomadas. Agora, a empresa testa sistemas de entrega com menor contato possível para o consumidor e entregador. No entanto, caso haja doentes entre seus funcionários, a empresa já criou um fundo de R$ 1 milhão para os colaboradores em quarentena.

Com toda certeza a pandemia diminuirá, e todas as nações vão encontrar formas de lidar com seus efeitos, mas, também é hora de observar como as vantagens digitais da China auxiliaram na resposta aos desafios logísticos apresentados pela crise. É como se a Covid-19 fosse um alerta, para que os países entendam a necessidade da transformação digital em suas economias, antes que uma nova pandemia ou um novo problema de escala global ocorra.



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